Vão ser distribuidas novas viaturas pelas corporações de bombeiros de todo o país


O secretário de Estado da Protecção Civil , anunciou na Quarta-Feira passada em Coimbra, a distribuição de viaturas por corporações de todo o país

As corporações de bombeiros de todo o país vão receber, «já em Novembro», as primeiras 78 viaturas adquiridas pelo Governo de um “pacote” de 95, em que 17 ficaram de fora à espera do lançamento de novo concurso público. O anúncio foi feito quarta-feira, no Governo Civil de Coimbra, por Vasco Franco, secretário de Estado da Protecção Civil, que presidiu à cerimónia de assinatura de protocolos de atribuição de subsídios às associações humanitárias de bombeiros voluntários do distrito de Coimbra.

«Vamos aprovar, na próxima sexta-feira, os protótipos apresentados, que vão depois entrar em produção e, já em Novembro, teremos as primeiras viaturas a serem entregues. 46 viaturas são de combate a incêndios florestais, as outras são de combate a fogos urbanos, viaturas tanque e de desencarceramento. Serão distribuídas por todo o país, numa média de cinco por distrito», resumiu Vasco Franco, antes de explicar que «só não foi possível adquirir as viaturas ligeiras». Segundo o governante, trata-se de um investimento de 12 milhões de euros.

O secretário de Estado da Protecção Civil divulgou que, em breve, todas as comissões de coordenação e desenvolvimento regional vão abrir programas de financiamento para a aquisição de veículos e para investimentos nas áreas de informação e conhecimento pelas associações humanitárias de bombeiros.

Aproveitando a ocasião, Vasco Franco anunciou, ainda, o aumento de 20 para 30 milhões na última fase de candidaturas ao programa comunitário que financia a requalificação dos quartéis de bombeiros.

«Para satisfazer todas as candidaturas que têm condições para serem aprovadas. Há vários quartéis em construção, há outros a ser requalificados e ampliados. Nós temos várias fases de candidatura e a última fase, que decorreu até ao princípio deste mês, tinha uma previsão inicial de 20 milhões quando as candidaturas eram em valor superior», explicou Franco, confirmando que, «ainda este ano», 1.000 desempregados participarão em programas de limpeza de florestas, no âmbito de um protocolo assinado entre os ministérios da Administração Interna, Agricultura e Trabalho.
2.225 euros vezes 22

Ontem, o secretário de Estado da Protecção Civil esteve reunido com as forças da Protecção Civil do distrito de Coimbra, tendo sido feito um balanço dos incêndios florestais. «No distrito de Coimbra, as coisas correram francamente bem. Foi um dos anos mais duros dos últimos 80 anos, pois foi o segundo Verão mais quente desde 1931. Quero destacar, ainda, a forma muito positiva também revelada nos grupos de reforço, que foi possível deslocar para outros distritos do país mais afectados. Coimbra deu uma boa ajuda», realçou.

Também no dia 27, o Governo Civil de Coimbra assinou 21 protocolos de atribuição de um subsídio de 2.225 euros às associações humanitárias de bombeiros voluntários do distrito de Coimbra para a aquisição de equipamentos de protecção individual.

Um outro protocolo foi rubricado com a Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra (FBDC), no mesmo valor, para o desenvolvimento de acções de formação junto dos bombeiros.

«A qualificação de bombeiros é uma questão central entre nós», assumiu Henrique Fernandes, com o governador civil de Coimbra a desejar que «a atribuição deste valor seja útil para renovar o equipamento e a segurança dos bombeiros».

Já Jaime Soares, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra, falou de verbas que «vão fazer muito jeito», sublinhando que «o valor não conta, o que conta é a intenção», antes de reafirmar que «os bombeiros são o braço armado da Protecção Civil».
«Estamos sempre necessitados e esta verba ajudará a tapar algumas situações difíceis», concluiu Soares.

1.602 hectares de área ardida no distrito de Coimbra
Entre 1 de Janeiro e 15 de Outubro deste ano, segundo dados fornecidos pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, o concelho de Penacova (997 hectares) foi o que contabilizou mais área ardida, seguindo-se Oliveira do Hospital (195 hectares) e Penela (143 hectares). No pólo oposto, surge Condeixa com pouco mais de um hectare de área ardida. No distrito de Coimbra, arderam, no período já mencionado, 1.602 hectares
de floresta.
No que diz respeito ao número de ocorrências registadas ao nível dos incêndios rurais, durante as fases Alfa, Bravo, Charlie e Delta, os concelhos de Coimbra e Oliveira do Hospital lideraram a lista com 131 ocorrências cada, seguindo-se a Figueira da Foz com 83. No lado contrário da tabela, apareceram Góis e Mira com 12 ocorrência cada. No total em todo o distrito, entre 1 de Janeiro e 15 de Outubro, foram registadas 841 ocorrências, sendo a média de 3,7 incêndios por dia.

In: D.C.

Fotos do Convívio Caravana Rainha Santa


Grupo Feminino cantando um tema sobre a Rainha Santa

Luís Caetano

Final da actuação de um Grupo de Cavaquinhos com a participação do Gabriel

Grupo de Virgulinas

Começava o baile ao som do Grupo de Concertenistas da Lousã

Estava a casa quase cheia

Caravana Rainha Santa passa por Alveite Grande


Aparece e traz um amigo!

Criação de um Museu Municipal Etnográfico


Comunicado informativo

U2 com direito a placa no novo “passeio da fama” de Coimbra


Além da devoção das dezenas de milhares de fãs, os U2 receberam dia 3 de Outubro uma outra homenagem. À frente da porta que dá entrada para a zona mista do Estádio Cidade de Coimbra foi inaugurada uma placa evocativa da presença da banda irlandesa na cidade, contendo o nome dos elementos da banda e o símbolo da tour.

O descerrar da placa realizou-se à chuva com a presença de Luís Providência e Paulo Leitão, vereadores da Câmara Municipal de Coimbra, e ainda de Luís Alcoforado, da empresa municipal de turismo.

“Já era uma ideia colocar este tipo de placas” com o objectivo de “construir uma calçada dos imortais”, explicou Luís Providência. “Será como um passeio da fama”, acrescentou. De acordo com o vereador, irá formar-se um “grupo alargado” que escolherá as personalidades com direito à homenagem, que deverá ser dirigido pelo presidente da autarquia de Coimbra.

Placa evocativa no "passeio da fama" da presença dos U2 por Coimbra, junto ao Estádio Cidade de Coimbra.

Dois concertos dos U2 (360º), este fim de semana em Coimbra


É o momento por que a cidade espera há mais de um ano. Entre amanhã e domingo, são mais de 85 mil pessoas a vibrar ao som da maior banda do mundo.

Os dois concertos dos U2, no Estádio Cidade de Coimbra, estão na base da «maior operação de segurança e emergência médica alguma vez feita em Coimbra», garante Álvaro Ramos, da produtora Ritmos & Blues. Serão 750 elementos da Polícia de Segurança Pública (à volta de 150 em simultâneo no terreno), mais 700 unidades de segurança privada, 25 reforços do Corpo de Intervenção do Porto. Depois, a Cruz Vermelha assegura o suporte básico de vida e a empresa Luramed o suporte avançado de vida.

O plano de contingência está pensado para a cidade receber mais de 85 mil visitantes durante o fim-de-semana. Afinal, «Coimbra vai acolher o maior espectáculo» a que o país alguma vez assistiu, considera Álvaro Ramos, reconhecendo que realizar um evento de tamanha dimensão fora de Lisboa ou Porto «levanta alguns problemas». Mas com os Rolling Stones, Coimbra provou estar apta, reforçou, certo que com a operação preparada para receber a banda irlandesa se alcançou «uma situação perto do ideal».
Ritmos & Blues, Câmara Municipal de Coimbra, Empresa Municipal de Turismo e Polícia de Segurança Pública são algumas das entidades envolvidas no plano de contingência, que obriga ainda a vários condicionamentos e cortes de estradas, já a partir de hoje. Há autocarros em articulação com as nove zonas de estacionamento organizadas, com Álvaro Ramos a aconselhar quem vem de fora da cidade a optar pelos comboios, até porque a CP disponibiliza comboios especiais.
Uma vez no estádio, há um primeiro contacto para verificar a validade dos bilhetes, depois as pessoas são revistadas, seguem por um perímetro de segurança até chegar aos torniquetes, para um novo controlo do bilhete, através do código de barras. A entrada para o estádio começa às 17h30, nas quatro entradas: Rua D. Manuel I., Rua D. João III, Praça 25 de Abril e Rua Jorge Anjinho.
De acordo com Álvaro Ramos, está tudo preparado para que as pessoas passem «um dia inesquecível», não só graças ao concerto, mas também aproveitando o que a cidade tem para oferecer. «É fundamental que saiam daqui com um sorriso», concluiu.

Investimento do Turismo com retorno 20 vezes superior
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Os 200 mil euros que a Empresa Municipal de Turismo atribuiu à Ritmos & Blues terão um retorno 20 vezes superior ao investimento. A garantia é dada por Gonçalo Lobo Xavier, explicando que esta verba acordada com a produtora tem também como base as duas «benfeitorias» realizadas no estádio: o rebaixamento da entrada do túnel e a mudança do relvado.
Ressalvando que os concertos não prejudicam o estado da relva, Álvaro Ramos sublinhou, no entanto, que ficou acordada entre as partes essa mudança, acompanhada de outra contrapartida que vai fazer com que o Estádio Cidade de Coimbra deixe de ser «um dos únicos» da Liga que não permite o acesso dos autocarros ao recinto.
«O que deixamos à cidade é superior ao que recebemos», garantiu, sem deixar de referir o que a própria economia de Coimbra vai ganhar “à conta” dos dois concertos dos U2 (de realçar que são escassas as cidades que acolhem mais do que um espectáculo da banda irlandesa). P.I.S.

Por: Patrícia I. Silva ao D.C.

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