Incêndio na zona de Penacova, Serra da Atalhada…


Fogo cortou circulação no IP3 durante 3 horas.

Chamas começaram junto à Livraria do Mondego, pouco antes das 16h00, e rapidamente galgaram a serra. Às 22h30, 208 “combatentes” estavam distribuídos pelas três frentes de fogo.

Incêndio deflagrou às 15h45 e rapidamente se agigantou, tomando conta de toda a encosta e transformando a Serra da Atalhada num imenso inferno de chamas. Algumas povoações chegaram a estar sob ameaça, mas a concentração de esforços dos bombeiros conseguiu evitar que o pior acontecesse.
Ontem à noite, cerca das 22h00, António Simões, comandante dos Bombeiros de Penacova, assumia, com frontalidade,  não haver prognóstico relativamente ao controle das chamas, que prosseguiram em duas frentes distintas, uma na zona de Miro, outra na zona de Laborins, Parede e Beco, depois de ter atravessado o rio Alva.
O incêndio começou junto à Livraria do Mondego, “paredes meias” com o IP3, obrigando ao corte quase imediato da via. Com efeito, o Destacamento de Trânsito da GNR de Coimbra interditou este itinerário à circulação a partir das 16h00 e só às 19h20 o tráfego foi restabelecido. Ao longo de três horas, o trânsito foi desviado, na zona da Espinheira, no sentido Coimbra – Viseu, enquanto quem vinha de Viseu em direcção a Coimbra se viu “obrigado” a dirigir-se para Mortágua.
Medidas de prevenção ditadas pela violência das chamas. «É uma encosta muito íngreme, com uma inclinação muito razoável», sublinha António Simões, que refere a “ajuda” do vento, bastante forte que se fazia sentir, e transformou a encosta num  mar de chamas. António Simões considera que a situação que ontem se viveu na Serra da Atalhada «é semelhante à de 2003».
O fogo galgou a serra, prosseguindo em direcção às povoações de Miro, Vale Maior, atravessou o rio Alva e seguiu, com uma frente, em direcção às localidades de Beco, Parede e Laborins. A outra “desenvolveu-se para a zona de Miro. Ao final da tarde, de acordo com o comandante António Simões, as chamas chegaram a estar demasiado perto de algumas povoações, como Vale Maior e Outeiro, «localidades encravadas na serra», onde arderam mesmo «algumas casas velhas». Todavia, a barreira de defesa criada pelos bombeiros impediu que as chamas se propagassem em direcção às povoações.


Mais de 200 combatentes no terreno
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No terreno desde as 18h30, Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra mostrava algum optimismo, ontem por volta das 22h30, sublinhando que «todas as frentes de fogo têm homens e meios no combate». A situação está «sob controlo», disse ainda. «Não tem comparação» com a situação que «se viveu em 2005», salientou ainda, mostrando serenidade e, sobretudo, confiança nos meios, que se encontravam concentrados nas frentes de fogo, «na zona do Beco, com cerca de mil metros, Paredes com cerca de 500 metros, e uma terceira frente, com aproximadamente mil metros».
As difíceis condições de acesso foram apontadas como um problema pelo representante do Governo e responsável máximo pela Protecção Civil no distrito, que sublinhou ainda o factor vento como um elemento condicionante, para não dizer decisivo, relativamente a qualquer cenário. Henrique Fernandes referiu ainda o facto de o vento ter «mudado», deixando de ser quente e seco, para ser um vento de Noroeste que, apesar de «incerto» implica uma maior humidade e «pode ser um aliado».

O governador não deixa de lamentar e chamar a atenção para o facto de, mais uma vez, as populações só se lembrarem de “Santa Bárbara quando troveja”, como diz o ditado. No périplo que efectuou ontem nas zonas do incêndio, Henrique Fernandes constatou o facto real de «ninguém limpar a floresta, nem criar as faixas de protecção, obrigatórias por lei». E apontou o exemplo da população de Beco que fez ”mea culpa” e reconheceu esta falta de cuidado que, por vezes, pode ter resultados devastadores.
Henrique Fernandes ainda não tinha, ontem à noite, completo o registo de ocorrências, mas sublinha os «24 incêndios que se registaram, terça-feira, no distrito». «É uma média de um incêndio por hora», faz notar, considerando que o dia de ontem também não terá «andado muito longe desses números».
Ontem às 22h30, de acordo com informação do governador civil, estavam no terreno «208 combatentes, entre bombeiros, homens e mulheres, sapadores florestais, elementos da GNR», apoiados por mais de meia centena de viaturas. De resto, o “controle” dos incêndios que deflagraram em Oliveira do Hospital durante a tarde permitiu, também, que as corporações do Norte do distrito vieram reforçar o combate em Penacova, onde a noite se adivinhava longa.

Fonte: D.C.

Ás 19h30 era este o cenário a quilómetros de distância, bem evidente a violência do incêndio.

2 Respostas

  1. nao é povoaçao de ramiro é MIRO

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