Ligação da Lousã à Estrada da Beira (EN17), aberta a partir de amanhã.


Obra reivindicada há mais de 30 anos entra hoje em
funcionamento. A festa, que chegou a estar marcada para
o fim da manhã, fica “adiada”, eventualmente para Março
.

Ligação da Lousã à Estrada da Beira (EN17) está, a partir de amanhã mais fácil, uma vez que abre ao tráfego a Variante a Foz de Arouce. Em causa está uma via reivindicada há mais de 30 anos, cujas obras começaram em Julho de 2007 e terminaram agora, depois de vários “atropelos” e alguns problemas graves, que obrigaram a remodelar o projecto e levaram muitos a considerar que se estava perante um “segundo caso Pediátrico” ou uma “segunda Ponte Europa”. Ultrapassados os “obstáculos” e com quase meio ano de atraso, a obra está feita e abre hoje à circulação.

Fernando Carvalho, presidente da Câmara da Lousã regista o momento com particular agrado. Trata-se, repetiu-o por diversas vezes, da «maior obra que alguma vez foi realizada no concelho da Lousã». Uma obra que tem a particularidade, disse ontem ao Diário de Coimbra, de conduzir a Lousã a um outro patamar, uma vez que «deixa de ser o único concelho no país cuja entrada tinha uma única via, que funcionava em sentidos alternados». Uma referência bem-humorada ao “estrangulamento” em Foz de Arouce, que agora fica definitivamente ultrapassado.•
Mais a sério, o autarca socialista sublinha que se trata de uma via «extremamente importante», uma vez que em causa está uma «acessibilidade de qualidade e com muito menos riscos, em termos de segurança e qualidade de vida, principalmente para quem vive na Lousã e tem todos os dias que se deslocar para a Estrada da Beira».

Fernando Carvalho recorda ainda que a Variante a Foz de Arouce «uma das promessas que fizemos aos lousanenses», era «um problema para resolver há mais de 30 anos e que finalmente conseguimos ultrapassar».

O autarca da Lousã não se esquece de dirigir, mais uma vez, «um agradecimento ao secretário de Estado Paulo Campos, pela promessa que fez e pelo cumprimento dessa mesma promessa». Fernando Carvalho recorda que foram vários os governos, «de todas as cores», mas foi Paulo Campos «o único que acreditou que era possível fazer a obra, porque o concelho e os lousanenses mereciam e empenhou-se no projecto».

Um empenho de Paulo Campos que a Câmara da Lousã reconheceu publicamente, atribuindo-lhe, no Dia do Município, em Junho passado, a Medalha de Mérito Municipal. Um galardão que testemunha o agradecimento da Câmara da Lousã e particularmente do seu presidente.

A entrada em funcionamento da Variante a Foz de Arouce merece ser comemorada e vai ser, promete Fernando Carvalho, “arriscando” apontar «talvez para o mês de Março». Isto porque, de acordo com as previsões do autarca da Lousã será nessa altura que estará concluída a avenida que parte da rotunda e termina no Interface do Metro. As obras, segundo apurámos, estão a decorrer, resolvido que está um problema com a expropriação de um terreno. Inclusive os barracões da CP já começaram a ser demolidos para a construção dessa avenida.

Construção começou em 2007.

O concurso para a construção da Variante a Foz de Arouce foi lançado em Setembro de 2005 e a construção começou em Junho de 2007, a cargo da empresa Lena Engenharia e Construções, S.A., envolveu um investimento de 9,9 milhões de euros (sem IVA), acrescido de 3,5 milhões de euros referentes a expropriações que foi necessário efectuar, refere a Estradas de Portugal.

A Variante, que retira o trânsito do interior de Foz de Arouce, tem uma extensão de 6,8 quilómetros, sendo que 5,7 correspondem ao traçado da EN236, entre a Lousã e a EN17, e os restantes 1,1 quilómetros contemplam o traçado de ligação à Lousã. De acordo com a Estrada de Portugal, o lanço entre a Lousã e a EN17 foi subdividido em dois troços, o primeiro dos quais contemplou a beneficiação da actual EN236 entre a Rotunda Norte do Nó de ligação com a Variante à EN342 e actual cruzamento da EN236 com a estrada municipal de acesso ao Freixo, transformado em rotunda. O segundo troço inicia-se Ana nova rotunda e termina na EN17, junto à povoação de Ponte Velha, com uma extensão de 4,8 quilómetros.

A empreitada inclui ainda a ligação à Lousã, um projecto da autoria da autarquia, que apresenta uma extensão de 1,1 quilómetro, com início na Rotunda Sul do Nó de Ligação com a Variante à EN236, para terminar junto à Estação de Caminho de Ferro. Obra que, de resto, ainda não está terminada.

A Estrada de Portugal destaca ainda a «construção de uma obra de arte especial, a ponte sobre o rio Ceira, com uma extensão aproximada de 380 metros». Uma travessia que acabou por se revelar um quebra-cabeças para os técnicos, tendo obrigado a um novo projecto.

Cerimónia de inauguração substituída por abertura.

No espaço de pouco mais de uma hora, a festa foi anunciada e adiada “sine die” pela Estradas de Portugal, (EP). Com efeito, pouco antes das 16h00 aquela empresa anunciava a «cerimónia de abertura ao tráfego da EN 236 – ligação da EN 17 à Lousã – Variante de Foz de Arouce», marcada para as 11h30, e anexava o mapa de localização precisa do local do evento, precisamente a meio da variante. Mais, o secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações era dado como certo na cerimónia, à qual naturalmente iria presidir. Aliás, a nota de Imprensa salvaguardava mesmo a intervenção de Fernando Carvalho, presidente da Câmara da Lousã, de Francisco Miranda, director do Centro Operacional Centro Norte da EP e do secretário de Estado, Paulo Campos.•
Uma hora depois, num comunicado recebido nas redacções às 17h06, a Estradas de Portugal “corrigia” a informação, cancelando a «cerimónia de inauguração» e limitando-se a anunciar a abertura ao tráfego da EN 236 – ligação da EN 17 à Lousã – Variante de Foz de Arouce.

Tudo indica que terá havido alguma “linha cruzada” entre a Estradas de Portugal e a tutela, ou seja, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, uma vez que o evento, garantiram-nos «não consta da agenda do senhor secretário de Estado». E tanto não constava que, segundo apurámos, o cancelamento da cerimónia foi mesmo ditado pela Secretaria de Estado.•
Os escassos 40/50 metros da avenida que falta construir poderão estar na origem da mudança da planos, ao quais também pode não ser alheia a alteração estratégica anunciada segunda-feira pelo Governo, que dita “sinal vermelho” a um conjunto de concessões rodoviárias previstas, cujos concursos vão ser “congelados”, o que já “azedou” muitos autarcas do país e também da região, como é o caso de Oliveira do Hospital.

EN 17 (Estrada da Beira), no nó de acesso à Variante de Foz de Arouce e Ponte Velha.

EN 236 – ligação da EN 17 à Lousã – Variante de Foz de Arouce.

Ponte sobre o Rio Ceira

Fonte: D.C.


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