“Dentro de poucos anos não haverá pinheiro bravo”


NEMÁTODO – Proprietários querem reunir com ministro da Agricultura

A Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais alertou na passada quinta-feira, que a doença do nemátodo está a “avançar de forma drástica” e criticou o sistema de distribuição de verbas pelas associações.

Em declarações à Lusa, o presidente da associação afirma que, “dentro de poucos anos, Portugal não terá pinheiro bravo” e diz que solicitou uma reunião ao novo ministro da Agricultura, António Serrano. “Não vale a pena estarmos com coisas, a doença está a avançar de forma drástica e é de impossível controlo, o que se pode é atenuar os efeitos”, considerou Vasco Campos.

O dirigente, que é também presidente da CAULE – Associação Florestal da Beira Serra, afirma “não ter dúvidas” de que “o pinheiro bravo vai acabar em Portugal” e, na região da Beira Serra, “das mais afectadas do país”, registar-se-á uma “redução drástica dentro de cinco a 10 anos”, sublinha. “Os pinheiros deviam estar a ser marcados e abatidos e não estão a sê-lo”, sustentou, justificando que “a situação foi mal avaliada (pela tutela) e as verbas mal distribuídas” pelas associações florestais para combater a doença.

Se há associações florestais com “muito a fazer mas sem dinheiro”, outras “têm as verbas guardadas mas nada para fazer” no que toca a combater o nemátodo. “O que não foi correcto foi a avaliação das verbas a (atribuir) a cada uma das associações, foi distribuído o mesmo dinheiro, por exemplo, para Pampilhosa da Serra, onde ardeu tudo, e Tábua, que tem milhares de pinheiros”, frisou.

O dirigente da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais (FNAPF) irá defender, na reunião solicitada há uma semana ao ministro, “o reforço das verbas para combater o nemátodo e uma melhor distribuição” pelas associações florestais. “Quem não fez o trabalho, ou porque não teve capacidade, meios ou a doença na sua região, deve devolver o dinheiro para ser passado a outra associação”, disse.
Vasco Campos refere o caso do perímetro florestal da Mata do Buçaco, onde, na sua opinião, “um proprietário consciente já tinha cortado todo o pinheiro há dois anos atrás”.

Das questões que a FNAPF pretende levar à reunião com o ministro da tutela destacam-se dois outros temas: o apoio ao associativismo e aos sapadores florestais. “Queremos um apoio claro do poder ao associativismo, porque são as associações florestais que estão a fazer trabalho que competia ao Estado e o reforço do apoio às equipas de sapadores florestais”, afirmou, sublinhando que “o Estado deve milhões de euros aos sapadores”.

[P.S.: O que sei, é que é de uma tristeza enorme ver o pinheiro bravo a desaparecer aos poucos da nossa floresta, então aqui no concelho de Vila Nova de Poiares, principalmente em S. Miguel de Poiares,  Alveite Grande…]

Por: LUSA

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