Manto de nuvens sobre as cumeadas da Serra da Lousã


Magusto em Alveite 2009


O Centro de Convívio de Alveite Grande promoveu, no passado dia 22 de Novembro, mais um Magusto de S. Martinho, no intuito principal de contribuir para reacender, em Alveite, esta tradição popular.

O típico convívio contou, como não poderia deixar de ser, com uma merenda de castanhas assadas, que puderam ser acompanhadas pelas tradicionais bebidas, nomeadamente licores de produção artesanal/caseira. Tudo isto a acompanhar bons momentos de conversa entre os Alveitenses que quiseram marcar presença.

A abrilhantar musicalmente este evento, nada melhor do que o não menos típico “Cheirinhos do Sul” – grupo de música popular cuja animada actuação convidou a um pé de dança por alguns dos convivas que quiseram assinalar, desta forma, o Dia de S. Martinho, num final de tarde de Outono.

“Dentro de poucos anos não haverá pinheiro bravo”


NEMÁTODO – Proprietários querem reunir com ministro da Agricultura

A Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais alertou na passada quinta-feira, que a doença do nemátodo está a “avançar de forma drástica” e criticou o sistema de distribuição de verbas pelas associações.

Em declarações à Lusa, o presidente da associação afirma que, “dentro de poucos anos, Portugal não terá pinheiro bravo” e diz que solicitou uma reunião ao novo ministro da Agricultura, António Serrano. “Não vale a pena estarmos com coisas, a doença está a avançar de forma drástica e é de impossível controlo, o que se pode é atenuar os efeitos”, considerou Vasco Campos.

O dirigente, que é também presidente da CAULE – Associação Florestal da Beira Serra, afirma “não ter dúvidas” de que “o pinheiro bravo vai acabar em Portugal” e, na região da Beira Serra, “das mais afectadas do país”, registar-se-á uma “redução drástica dentro de cinco a 10 anos”, sublinha. “Os pinheiros deviam estar a ser marcados e abatidos e não estão a sê-lo”, sustentou, justificando que “a situação foi mal avaliada (pela tutela) e as verbas mal distribuídas” pelas associações florestais para combater a doença.

Se há associações florestais com “muito a fazer mas sem dinheiro”, outras “têm as verbas guardadas mas nada para fazer” no que toca a combater o nemátodo. “O que não foi correcto foi a avaliação das verbas a (atribuir) a cada uma das associações, foi distribuído o mesmo dinheiro, por exemplo, para Pampilhosa da Serra, onde ardeu tudo, e Tábua, que tem milhares de pinheiros”, frisou.

O dirigente da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais (FNAPF) irá defender, na reunião solicitada há uma semana ao ministro, “o reforço das verbas para combater o nemátodo e uma melhor distribuição” pelas associações florestais. “Quem não fez o trabalho, ou porque não teve capacidade, meios ou a doença na sua região, deve devolver o dinheiro para ser passado a outra associação”, disse.
Vasco Campos refere o caso do perímetro florestal da Mata do Buçaco, onde, na sua opinião, “um proprietário consciente já tinha cortado todo o pinheiro há dois anos atrás”.

Das questões que a FNAPF pretende levar à reunião com o ministro da tutela destacam-se dois outros temas: o apoio ao associativismo e aos sapadores florestais. “Queremos um apoio claro do poder ao associativismo, porque são as associações florestais que estão a fazer trabalho que competia ao Estado e o reforço do apoio às equipas de sapadores florestais”, afirmou, sublinhando que “o Estado deve milhões de euros aos sapadores”.

[P.S.: O que sei, é que é de uma tristeza enorme ver o pinheiro bravo a desaparecer aos poucos da nossa floresta, então aqui no concelho de Vila Nova de Poiares, principalmente em S. Miguel de Poiares,  Alveite Grande…]

Por: LUSA

Muro de Berlim-20 Anos depois


O mundo celebra hoje a queda do Muro de Berlim. Faz hoje precisamente 20 anos que o símbolo da divisão da Alemanha e da Guerra Fria caiu quando na noite de 9 de Novembro de 1989 uma multidão de pessoas da parte leste da cidade avançou rumo aos postos fronteiriços que separavam os habitantes da zona leste de Berlim da liberdade vivida a ocidente.

O Muro de Berlim, também chamado do Muro da Vergonha, viu iniciada a sua construção a 13 de Agosto de 1961 e acabou por vir abaixo a 9 de Novembro de 1989 em plena fase da Perestroika, que percorria a extinta União Soviética, e no decorrer de um período de protesto às restrições impostas pela ex-República Democrática Alemã.

Vinte anos depois de conquistada a liberdade por parte dos alemães de leste a data é hoje comemorada tendo como ponto alto da queda do Muro de Berlim o derrube simbólico de um “dominó” com mil peças feitas de esferovite, de 2,5 metros de altura, concebidas por alunos de escolas de Berlim e de outras cidades do país e do estrangeiro com Lisboa incluída.

Ficheiro:BerlinWall-BrandenburgGate.jpg

O dia em que Gorbachov disse: “Não contem com os nossos tanques!”

Os blindados russos tinham anteriormente esmagado as revoltas de Budapeste, em 1956, e de Praga, em 1968. Por que razão, no Verão de 1989, o Kremlin decidiu não intervir? É o enigma que aqui se tenta resolver a partir de arquivos em alguns casos inéditos.

“Ele era mais humano do que os que vieram antes dele.
Mais abordável.
Mais como um de nós.
Permitiu que o muro de Berlim caísse e recusou pôr o sistema estatal a oxigénio quando o Comunismo entrou no seu estertor, e, por isso, coroámos Mikhail Gorbachov como «o homem que pôs fim à Guerra Fria» e concedemos-lhe um lugar honroso nos nossos livros de História. E, apesar de ele ter desmantelado o sistema antigo sem o substituir por outro, e apesar de, por causa disso, ele não ser um herói na sua terra, que importa? Por certo, ninguém se importa com isso na Pizza Hut – porque ele é também o homem que levou as pizzas a Moscovo.
Por isso, filmaram-no sentado no seu restaurante com a sua neta de 10 anos, durante 40 segundos, sem dizer uma palavra, sem comer uma fatia – ela é que tinha fome – mostrando-se apenas mais humano que os que vieram antes dele, mais abordável, mais parecido com um de nós. E as vendas subiram.
Veneremos o homem, venerando a sua pizza.
Sai uma glasnost.
Sai uma perstroika.

João Paulo II, o factor Providência

O pontificado do polaco João Paulo II marcou uma viragem na diplomacia da Santa Sé. O Papa conciliador também fica na História como um dos coveiros do comunismo

Jugoslávia, a rebelde do Leste

Com a sua experiência de socialismo autogestionário e profunda descentralização política, afirmava-se como alternativa ao monolitismo do Kremlin. Mas a experiência terminaria num banho de sangue

ALEMANHAS

Tragédia e glória de Berlim

Na cidade dividida, o Muro passava a escassos metros do Reichstag, símbolo renascido de mais de cem anos de vitórias e derrotas, ódio e fraternidade. O edifício, onde os soldados de Hitler e de Estaline travaram uma sangrenta batalha em 30 de Abril de 1945, está no coração da reunificação de Berlim, da Alemanha e da Europa

O Muro por dentro

Uma das mais sofisticadas barreiras concebidas e construídas pelo Homem dividiu ao meio a cidade de Berlim entre 1961 e 1989. Erguido pela RDA, o célebre Muro de Berlim destinava-se a pôr à longa sucessão de fugas de cidadãos leste-alemães para a RFA

RDA e RFA. crónica de um país dividido

Mais do que dois estados, duas burocracias e dois sistemas antagónicos, a Guerra Fria criou no coração da Europa dois géneros de alemães diferentes

Stasi, o escudo e a espada da RDA

A Stasi (polícia política da RDA) erigiu uma das maiores e mais eficazes redes de espionagem da História, dirigida principalmente contra a própria população

AS ONDAS DE CHOQUE EM PORTUGAL

Os portugueses que viveram no frio

Tanto a meteorologia quanto a guerra: ambas frias. E, no entanto, porque é que os portugueses que viveram do lado de lá do Muro (na ex-RDA, na ex-URSS ou até na Roménia) recordam aquele mundo com tanto calor?

PCP, o menino e a “água do banho”

Quando o Muro “caiu” em cima do PCP, o partido ficou a ver se o tempo não fugia. Vinte anos depois, os comunistas portugueses aprenderam com a derrocada ou continuam a … leste?

Um mau negócio para a economia

Portugal ficou ainda mais distante do centro da Europa quando os regimes do Leste implodiram por dentro. Perdeu investimento e sofreu quebras drásticas nas exportações para a Alemanha. Salvaram-se os fundos comunitários

As comemorações dos 20 anos da queda do muro de Berlim contam com a presença do primeiro-ministro português, José Sócrates, que estará ao lado de vários chefes de Estado e Governo europeus e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

Na agenda de José Sócrates em Berlim está prevista a presença do primeiro-ministro, ao final da tarde, na recepção oferecida pelo presidente da Alemanha, Horst Kohler, no Palácio Bellevue, seguindo depois juntamente com todos os outros chefes de Estado e de Governo para as Portas de Bradenburgo, ponto alto para a realização das cerimónias.

No final da cerimónia, o primeiro-ministro português participa ainda num jantar oferecido pela chefe do Governo germânica, Angela Merkel, que irá decorrer na chancelaria federal.