Governo causa dificuldades à Câmara de Poiares


Incumprimento de obrigações por parte do estado.

O grande volume de investimento no concelho de Poiares, por parte da Câmara, tem associado a comparticipação estatal, mas as verbas até agora recebidas do Governo são exíguas e estão a causar dificuldades financeiras ao Município.

“É lamentável e vergonhoso”, diz o presidente da Câmara, a propósito do “incumprimento de obrigações por parte do Estado”, que coloca a autarquia “numa situação complicada”. “Este é um exemplo vivo de que se o Governo cumprisse, o Município estava a pagar a tempo e horas”, refere Jaime Soares, que acrescenta: “A Câmara está a fazer um esforço tremendo para colmatar a insuficiência financeira e prejudicar o menos possível os empreiteiros”.

Segundo o autarca, a construção do Centro Municipal de Protecção Civil e quartel dos Bombeiros não recebeu, até ao momento, nenhum financiamento, tendo a obra sido candidatada ao QREN, no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte.

Em relação a outras duas obras, dos 320.000 euros referentes à remodelação dos Paços do Concelho e dos 300.000 euros referentes ao Centro Cultural, a Câmara ainda só recebeu do Governo um total de 150.000 euros.

Apesar de tudo, os projectos e os investimentos no concelho de Poiares não param, com Jaime Soares a destacar uma “aposta forte” na ampliação da zona industrial, com mais duas zonas contíguas com um total de 1 milhão e 400 mil metros quadrados, que terá a designação de “Universal Parque”, já aprovada pela Assembleia Municipal.

Está também em fase de arranque a construção do Estádio Municipal, que terá piso sintético relvado e balneários, e em fase de acabamento a construção da pré-primária de S. Miguel. Vão igualmente arrancar três centros educativos, um investimento de 4 milhões de euros, em Santa Maria, Santo André e São Miguel.

Jaime Soares continua a lutar pela melhoria das acessibilidades a Poiares, apontando o “abandono” da Estrada da Beira (EN 17), uma das via mais importantes para o concelho, e a ligação ao IP3, que está em fase de projecto e é uma obra com um custo aproximado de 8,5 milhões de euros.

Ainda sobre a EN 17, o presidente da Câmara não poupa críticas ao “caricato do planeamento das Estradas de Portugal”, nomeadamente ao facto de “fazerem uma via de grande dimensão e de elevados custos para ligar a Lousã à Estrada da Beira”. “Saúdo o município lousanense por ter conseguido uma auto-estrada de 7 km, para depois se percorrerem 20 e muitos quilómetros numa estrada de carro de bois” – comenta Jaime Soares.

Fonte: Camp. Prov.

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