Nemátodo ataca onze concelhos do distrito de Coimbra


Caso os proprietários florestais não cortem os pinheiros marcados pela Autoridade Florestal Nacional, o Estado fá-lo-á, mas estes ficam sem direitos sobre as árvores abatidas.

A Autoridade Florestal Nacional publicou em edital a obrigatoriedade de corte dos pinheiros em várias freguesias de 11 concelhos do Distrito do Coimbra, por causa da praga do pinheiro.

Em causa, estão as árvores afectadas por nemátodo nas freguesias de Arganil, Coja, Pomares, Pombeiro da Beira, S. Martinho da Cortiça, Sarzedo e Sacarias, no Concelho de Arganil; Vilamar (Cantanhede);  S. Paulo de Frades (Coimbra); Cadafaz (Góis); Vila Nova do Ceira (Góis); Gândaras, Serpins (Lousã); Vila Nova (Miranda do Corvo); Lagares da Beira, Lourosa, S.Gião (Oliveira do Hospital); Vidual (Pampilhosa da Serra); Carvalho, Oliveira do Mondego, Penacova, S. Pedro de Alva, Sazes de Lorvão (Penacova); Santa Eufemia, Pondentes (Penela); Carapinha, Covas, Covelo, Mouronho, S. João da Boavista, Tábua (Tábua); Santo André, São Miguel (Vila Nova de Poiares).

No documento oficial, a AFN refere que a doença do pinhal “pode colocar em risco a floresta de pinho nacional e, deste modo, a economia florestal”.

Desta forma, os proprietários florestais são notificados para “procederem ao abate e remoção das árvores afectadas pelo nemátodo e das que apresentam sintomas de declínio (secas ou a secar), que se localizam na sua proximidade”.

Os técnicos da AFN vão agora marcar com uma faixa branca as árvores afectadas com a doença do pinheiro até ao próximo dia 15 de Novembro, “devendo ser abatidas estas, bem como todas as que apresentam sintomas de declínio naquela área, no prazo máximo de 10 dias a contar da data da notificação.

Para além do abate, os proprietários florestais, são responsáveis pela eliminação de sobrantes e o transporte das árvores.

Findo o prazo, ou nos casos de incumprimento, o Estado, pela AFN ou por entidades por esta contratadas, substitui-se ao interessado, procedendo ao abate do arvoredo marcado e à eliminação do material lenhoso, o Estado utilizará o valor do material lenhoso para suportar as despesas com acções de erradicação.

“Achamos muito bem que se avance com esta medida, já que devia ter sido tomada há mais tempo, embora tenhamos vários problemas na região, nomeadamente com a propriedade abandonada, com os proprietários ausentes e envelhecidos, que não tem capacidade para responder a uma ordem de grandeza destas” afirmou Vasco Campos, presidente da Caule – Associação Florestal, com sede no concelho de Tábua.

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