“Estrada da Beira teve apenas um rebuçado”


O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares considera que “a Estrada da Beira recebeu apenas um rebuçado, mas tinha direito a um doce”, referindo-se às dificuldades existentes nas acessibilidades, afirmando que ainda esperava um maior empenhamento por parte dos municípios da Lousã, Miranda do Corvo e de Coimbra.

Jaime Soares, que falava no programa “Dois dedos de conversa”, da Rádio Regional do Centro, explicou que “alguns autarcas nunca assumiram com empenho a defesa desta importante via rodoviária de ligação a Coimbra, à espera que lhe dessem uma estradita, ou a pensar que o Metro vinha resolver o problema das acessibilidades”, justificando ser “forte nas intervenções” para “se fazer ouvir e reivindicar para os habitantes de Poiares os mesmos direitos que têm os de Coimbra, de Lisboa, do Porto, ou de qualquer ponto do mundo”.

Falando do concelho que governa há 34 anos, o autarca contou que se dizia que «quando nascia um poiarense davam-lhe um pau e um saco», pois tratava-se de uma terra sem futuro, onde as crianças saiam da escola logo à terceira classe.

Actualmente, Jaime Soares considera que «há um desenvolvimento efectivo e real» no concelho, com crescimento populacional e habitacional, ocupando Vila Nova de Poiares o 3º ou 4º lugar em termos de poder de compra no distrito, a 15ª posição na região Centro, assim como o 158º lugar a nível nacional entre 308 municípios.

Puxando pelos galões, diz que «a capacidade demonstra-se nos momentos difíceis, mas também no dia a dia, quando é preciso não dormir e andar com as botas na lama». Lembrando ainda alguns investimentos a decorrer, como o Centro Cultural e a remodelação dos Paços do Concelho, assim como o projecto do Centro de Negócios e o protocolo, em preparação, com a Universidade de Coimbra para avançar com tecnologias de ponta na recuperação ambiental da sucata dos automóveis.

Jaime Soares citou ainda a ampliação do Parque Industrial de 70 para 120 hectares, tal como o projecto do aeródromo, com uma pista que possibilite voos charter e a utilização por parte dos aviões pesados de combate a incêndios florestais (Canadair).

Em termos turísticos, não deixou de lembrar a “Capital Universal da Chanfana”, com as vertentes associadas ao artesanato e gastronomia, assim como investimentos futuros num campo de golfe e na praia fluvial no Mondego.

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