Manifestação de Polícias em Lisboa


Manifestação de polícias em Lisboa

Polícias manifestaram-se ontem a partir das 17h em Lisboa, no Parque das Nações. A manifestação decorreu no dia em que começou em Lisboa uma reunião de ministros de Justiça e da Administração Interna da União Europeia.

As reivindicações dos sindicatos de polícia subiram de tom. Dos encontros e passeios, as associações sindicais da PSP passaram para uma iniciativa mais dura, em que as palavras de ordem se fizeram ouvir: “Sócrates toma atenção, os polícia têm razão”; “Sócrates escuta, os polícias estão em luta”.

Segundo a ASPP, associação sindical dos profissionais de polícia, os motivos que levaram à convocação desta manifestação são:”A inexistência do horário de trabalho; a falta de condições nas esquadras, o material obsoleto e desadequado; a falta do efectivo cumprimento da negociação colectiva; o incumprimento dos prazos das promoções e as alterações verificadas nos sistemas de saúde (SAD/PSP) e de aposentação.

Para além da ASPP/PSP, estiveram presentes elementos do Sindicato dos Profissionais da Polícias (SPP/PSP), do Sindicato Independente dos Agentes da Polícia (SIAP) e do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL).

O presidente da ASPP/PSP disse que gostaria que os polícias fossem fardados mas desarmados, mas que não impunha que fossem ou não fardados.

A manifestação ocorreu devido à falta de resposta a um caderno reivindicativo entregue em Novembro de 2006 ao Governo, exigindo recuos nalgumas decisões que os polícias consideram que lhes foram prejudiciais.

 SAIBA MAIS

– 21 mil polícias, o total do efectivo da PSP, passaram a pagar mais 11 euros por mês por um serviço de saúde que consideram “de pior qualidade” do que o anterior, disse António Ramos, do SPP/PSP.

– 3 elementos da PSP já cometeram suicídio este ano. Dionísio Câmara, presidente do SIAP, defende que o Comando Nacional da PSP devia criar um melhor serviço de apoio psicológico.

MANUEL FERREIRA

Este agente principal de Espinho disse: “Nunca sabemos se estas iniciativas valem a pena, mas se não fizermos nada as pessoas vão pensar que está tudo bem.”

JOSÉ PACHECO

Este agente de Portimão referiu que “com as alterações, a minha mulher os meus filhos precisam de um médico e não têm”.

LILIANA MALHEIRO

Esta jovem de Ponte de Lima, a prestar serviço na 2.ª Esquadra de Investigação Criminal, em Lisboa, é polícia desde 2000 e diz que já devia ser agente principal há dois anos, mas que a promoção nunca mais chega.

Fotopoulos Christos “Todos os polícias da Europa estão unidos nesta luta”, disse este representante de um sindicato da polícia da Grécia.

NOTAS

SECOS E MOLHADOS

Foi a 21 de Abril de 1989 que polícias que se manifestavam na Praça do Comércio entraram em confronto com camaradas do CI.

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