Caçadores começam a “dar ao gatilho”


Os cerca de 170 mil caçadores licenciados em Portugal vão poder caçar aves migratórias, como pombos e rolas, a partir de hoje, segundo o calendário da época venatória 2007-2008, definido pelo Ministério da Agricultura.

Entre os 297 mil titulares de carta de caçador válida existentes em Portugal, 169.500 estão licenciados para “dar ao gatilho” nesta época venatória (91 mil dispõem de licença de caça nacional e 78.500 regional).

O número de caçadores licenciados, segundo dados da Direcção-Geral de Recursos Florestais (DGRF), fornecidos pelo Ministério da Agricultura, pode ainda aumentar ao longo da época, já que os caçadores podem adquirir licenças até 31 de Maio do próximo ano.

A partir desta quarta-feira (hoje), quatro espécies migratórias, como a rola-comum, o pombo-bravo, o pombo-torcaz e o pombo-da-rocha, vão estar “na mira” dos caçadores.

No entanto, o Ministério da Agricultura, através do panfleto do “Calendário Venatório 2007-2008”, adverte que a caça à rola-comum “só é permitida à espera” e “proibida a menos de 100 metros de linhas e pontos de água acessíveis à fauna e locais artificiais de alimentação”.

Já a caça aos pombos “é proibida, nos meses de Agosto e Setembro, a menos de 100 metros de linhas e pontos de água acessíveis à fauna e de locais artificiais de alimentação”.

O coelho-bravo e a lebre (em terrenos ordenados), a codorniz, os patos, o galeirão e a galinha-d’água tornam-se os novos alvos a partir de 2 de Setembro, sendo que a caça aos patos também está condicionada.

“A caça aos patos, pelo processo de espera, é permitida desde o crepúsculo da manhã (uma hora antes do nascer do sol) até ao crepúsculo da noite (uma hora após o pôr-do-sol), quando exercida até 100 metros dos planos de água”, refere o panfleto do ministério.

No dia 5 de Outubro, chega a autorização para caçar faisões, perdizes-vermelhas, raposas e saca-rabos, além do coelho-bravo e da lebre, desta vez em terrenos não ordenados.

A partir desse dia, a caça ao javali, que já é permitida desde 01 de Junho e até 31 de Maio de 2008 nos terrenos ordenados, passa a ser permitida também nos terrenos não ordenados, mas só até 24 de Fevereiro do próximo ano.

Apenas entre 28 de Outubro e 17 de Fevereiro será possível caçar narcejas, tarambolas-douradas, galinholas, tordos e estorninhos-malhados.

De acordo com o Ministério da Agricultura, os caçadores só podem caçar e deter exemplares de pombos, tordos e estorninhos-malhados “entre o nascer do sol e as 16:00 ou até ao pôr-do-sol, nos locais e nas zonas de caça definidos em edital da DGRF”.

Salientando que “o civismo é indispensável ao futuro da caça”, o Ministério da Agricultura recomenda aos caçadores para atirarem “só às espécies autorizadas e ao alcance do tiro”.

“Não deixe cartuxos vazios ou lixo no campo” e “Mantenha a arma em direcção segura, descarregada e aberta, quando está perto de alguém e a passar obstáculos” são outros dos conselhos do ministério, que lembra ainda aos caçadores para se “certificarem sempre do alvo e do que está para além dele”.

in D.B.

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4 Respostas

  1. Boa Tarde!!!
    Gostava de saber onde se pode ir a caça ordenada.
    Mais especificamente em que áreas posso caçar?
    Agradeço uma resposta.
    Atenciosamente. Viriato Gaiteiro

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  2. Caro leitor, de momento não sei ao certo as zonas aqui no concelho de Poiares, lamento, mas certamente que a junta de freguesia ou a autarquia tem o que tanto procura. Não é garantido, mas vou tentar saber alguma coisa. Obg.

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  3. Caros Amigos.

    Depois de terem lançado a ideia de que havia infiltração de criminosos na aquisição de licenças de armas de caça, os Caçadores tornaram-se no inimigo público nº 1 neste País.
    Precisamos de tomar posição! Estamos sujeitos a todos os vexames, desde o termos de apresentar prova de não nos drogarmos até á perseguição policial. No ano passado, em Izeda, às 8h da manhã, quando só caçadores passavam para uma montaria, no fim de uma recta havia uma operação da GNR e, como a recta era ladeada por algumas casas e havia escondido um sinal de proximidade de população, muitos de nós fomos multados por excesso de velocidade. Há uns tempos atrás, um caçador meu amigo foi apanhado na escuta a um armeiro a pedir uma arma automática. A polícia interpretou como um pedido de uma metralhadora. Não se preocupando em saber se tal caçador era ou não pessoa de bem, a GNR promoveu uma busca à sua residência. Naturalmente, esse meu amigo tinha tudo legal, mas o que terão pensado os seus vizinhos?!….

    Somos, agora, obrigados a fazer exame sobre manuseamento e conhecimento de armas. Aquilo que muitos de nós já fizemos nos cursos de oficiais ou sargentos milicianos ou simplesmente durante a recruta.

    Pergunto, o que é que aprenderá a mais sobre armas de caça quem fez o serviço militar e é caçador há dezenas de anos?!…E para que servem esses conhecimentos, se já no tempo da recruta pouco serviram para a prática?!… E esses cursos inibirão uma pessoa mal-formada a dar um tiro noutra ou a serrar os canos da arma para fazer um assalto a um banco?!… Então, por que não impõem testes psicológicos?!… E estes não têm uma margem de erro?!… O melhor é somar a todos estes exames, o exame genético. É que há quem pense que a genética pode descobrir a tendência para o crime!…

    Não lhes parece que este espírito de apurar o caçador puro é muito semelhante ao da raça pura?!…

    A esta situação já se acrescenta uma outra: a caricata campanha de defesa dos direitos dos animais, como pudessem ter direitos quem não tem deveres!

    Estão a fazer dos caçadores uns monstrozinhos, sem alma nem princípios. Ortega e Gasset escreveu um livro interessante sobre “Caça e Touros”, mas esta gente que nos “governa” lê pouco e sobre caça só entende o que lhe aparece no prato.

    É preciso dignificar a imagem do caçador!

    Penso que seria de linear justiça promover o respeito pelos caçadores, desenvolvendo uma campanha que forçasse este Governo a dispensar desses exames quem já é caçador e fez o serviço militar.

    Para prestígio deste desporto, que dá milhões ao Estado, suplicava-lhes que pensassem nisto.
    Podia-se fazer uma petição, conferências de imprensa, apelo a que não votassem em quem persegue pessoas honradas, etc.,

    Estou indignado com esta situação e antes de deixar a caça queria-vos fazer este apelo.

    Com cumprimentos.
    João Baptista Magalhães
    jbmagalhaes@msn.com

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  4. Caros Amigos.

    Depois de terem lançado a ideia de que havia infiltração de criminosos na aquisição de licenças de armas de caça, os Caçadores tornaram-se no inimigo público nº 1 neste País.
    Precisamos de tomar posição! Estamos sujeitos a todos os vexames, desde o termos de apresentar prova de não nos drogarmos até á perseguição policial. No ano passado, em Izeda, às 8h da manhã, quando só caçadores passavam para uma montaria, no fim de uma recta havia uma operação da GNR e, como a recta era ladeada por algumas casas e havia escondido um sinal de proximidade de população, muitos de nós fomos multados por excesso de velocidade. Há uns tempos atrás, um caçador meu amigo foi apanhado na escuta a um armeiro a pedir uma arma automática. A polícia interpretou como um pedido de uma metralhadora. Não se preocupando em saber se tal caçador era ou não pessoa de bem, a GNR promoveu uma busca à sua residência. Naturalmente, esse meu amigo tinha tudo legal, mas o que terão pensado os seus vizinhos?!….

    Somos, agora, obrigados a fazer exame sobre manuseamento e conhecimento de armas. Aquilo que muitos de nós já fizemos nos cursos de oficiais ou sargentos milicianos ou simplesmente durante a recruta.

    Pergunto, o que é que aprenderá a mais sobre armas de caça quem fez o serviço militar e é caçador há dezenas de anos?!…E para que servem esses conhecimentos, se já no tempo da recruta pouco serviram para a prática?!… E esses cursos inibirão uma pessoa mal-formada a dar um tiro noutra ou a serrar os canos da arma para fazer um assalto a um banco?!… Então, por que não impõem testes psicológicos?!… E estes não têm uma margem de erro?!… O melhor é somar a todos estes exames, o exame genético. É que há quem pense que a genética pode descobrir a tendência para o crime!…

    Não lhes parece que este espírito de apurar o caçador puro é muito semelhante ao da raça pura?!…

    A esta situação já se acrescenta uma outra: a caricata campanha de defesa dos direitos dos animais, como pudessem ter direitos quem não tem deveres!

    Estão a fazer dos caçadores uns monstrozinhos, sem alma nem princípios. Ortega e Gasset escreveu um livro interessante sobre “Caça e Touros”, mas esta gente que nos “governa” lê pouco e sobre caça só entende o que lhe aparece no prato.

    É preciso dignificar a imagem do caçador!

    Penso que seria de linear justiça promover o respeito pelos caçadores, desenvolvendo uma campanha que forçasse este Governo a dispensar desses exames quem já é caçador e fez o serviço militar.

    Para prestígio deste desporto, que dá milhões ao Estado, suplicava-lhes que pensassem nisto.
    Podia-se fazer uma petição, conferências de imprensa, apelo a que não votassem em quem persegue pessoas honradas, etc.,

    Estou indignado com esta situação e antes de deixar a caça queria-vos fazer este apelo.

    Com cumprimentos.
    João Baptista Magalhães
    jbmagalhaes@msn.com

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