NORAS DE ÁGUA EM ALVEITE


Engenhos de Água ou Noras


Técnicas engenhosas para regar os campos

Engenhos milenares utilizados para elevar a água e conduzi-la ao campo, as noras, as cegonhas e os açudes suportam técnicas primitivas de irrigação que fazem parte da história da agricultura de Alveite Grande. Engenhos de água, espalhados pela aldeia, que hoje se encontram em desuso ou que o progresso obrigou a adaptarem-se a sistemas eléctricos de bombagem.
Introduzidas pelos árabes, as noras de tirar água são instrumentos fixos e circulares usados para captar a água de poços e do subsolo para, posteriormente, ela ser utilizada nas culturas de regadio. Compostas por uma roda que faz a cadeia metálica, a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água – as noras mouriscas conduziam a água às partes mais elevadas dos terrenos cultivados. Inicialmente, eram accionadas por mulas, burros ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular à volta do engenho.
As noras existentes em Alveite têm todas um funcionamento idêntico, predominam as noras de alcatruzes, com engenhos montados em poços e os respectivos círculos para o animal caminhar.
Outro método usado para irrigar o campo, nomeadamente as pequenas culturas, é o da cegonha, uma técnica executada directamente pelo homem que permitia tirar água com relativa facilidade dos poços e ribeiros, baixando e levantando um balde preso no extremo de uma vara.

Heranças árabes que contribuíram para a evolução da cultura de regadio nas terras de Alveite e que, ainda hoje, continuam a fazer parte da riqueza paisagística da região.

CLIK sobre as imagens!

Uma Cegonha é um engenho que possui uma peça comprida, à semelhança do pescoço de uma cegonha, e que serve para tirar água dos poços. Estes dispositivos eram feitos em madeira e basicamente eram constituídos por dois troncos articulados. Um deles era fixo na vertical e tinha a forma de fisga na extremidade. Na fisga era colocado um ferro que fazia de eixo em torno do qual rodava o outro tronco que era furado a meio para poder ser trespassado pela barra de ferro. Assim era possível a movimentação do balde, que ficava suspenso por um gancho metálico na extremidade do braço móvel, para se poder baixar e retirar a água do poço. Na outra extremidade do tronco móvel eram amarradas algumas pedras para fazerem de contrapeso e assim “tornar o balde mais leve” e mais fácil de manusear.

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9 Respostas

  1. is to é uma gramde treata isto não informa nada e as fotos estão muito mal tiradas

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  2. Informei o que é básico informar, mas agradeço a crítica, as fotos podem não ser muito boas, até foram tiradas por telemóvel, se tiver mais informação e fotos é só mandar por e-mail. Obrigado.

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  3. Parabéns pelo seu trabalho. Tenho uma nora e gostava de a restaurar, dado o seu valor sentimental. Será que me poderia dar algum contacto de alguém que, por “profissão” ou por carolice, o possa fazer?
    O meu antecipado obrigado.
    Manuel Tarré

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  4. Obrigado por gostar do trabalho, para restaurar este tipo de engenhos, neste momento não sei de ninguém, que possa fazer esse tipo de trabalho, mas fica a promessa que vou tentar saber de alguém ligado a esse tipo de trabalhos.

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  5. tem de arranjar imagens bem melhores
    assim n da

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  6. e rapidamente….

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  7. Gostei do post e até acho que as fotos não estão assim tão más.. este é um tema que representa muito a história e a evolução da nossa regiao (sou da zona do bussaco).
    Só um reparo, é que encontrei o texto acima exactamente igual em:
    http://www.visitalgarve.pt/visitalgarve/vPT/VivaOAlgarve/343/Cultura+e+Tradicao/Actividades/Casas+Tipicas/Sugestoes/Engenhos+de+Agua.htm
    Só acho k não ficava mal ao autor do blog uma citação aos autores ou uma adaptação melhorzinha do texto.

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  8. Pá,essa nora anda burra ou quê? As pessoas andam com a mania de ela ser diferente e acho que o Campo das Flores tem essa nora, que foi vendida há dois meses.

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  9. gostei de tudo

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