AERÓDROMO PERFILA-SE COMO PLATAFORMA DE APOIO A TODA A REGIÃO


OBRAS EM CURSO NA SERRA DO BIDUEIRO

É um projecto que para muitos é «uma loucura», mas para o presidente da Câmara Municipal de Poiares «é um sonho concretizável», «que vai transformar a face da nossa terra e do próprio distrito». Falámos do aeródromo do Bidueiro que dentro de quatro anos deverá estar operacional.

Jaime Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, foi o homem do sonho. «Não se consegue só num mandato, mas espero vir a acabá-lo», afirma. Em causa está um projecto que o próprio autarca considera gigantesco, mas que é passível de concretização.

A prova está nos trabalhos que decorrem no terreno, que começaram com a desmatação do «plateau» da serra e que já se concentram na construção da pista. O local é considerado pelo autarca como o «ideal» para «um aeródromo com todas as condições», cujas potencialidades terão «duas fases distintas de aproveitamento».

A primeira prende-se com o combate aos fogos florestais. Um projecto caro a Jaime Soares, comandante dos Bombeiros de Vila Nova de Poiares e também presidente da Federação Distrital de Coimbra dos Bombeiros. «Na região só temos a pista de Seia», lembra Soares, apontando a centralidade territorial da freguesia das Lavegadas e a proximidade/vizinhança com a barragem da Aguieira, fundamental para um abastecimento célere dos aviões anfíbios e mistos usados no combate aos fogos florestais. «Estamos a dois minutos da Aguieira», diz, sublinhando o quanto é importante a rapidez de intervenção dos meios aéreos em situação de fogo na floresta, seja na fase inicial de deflagração, seja numa altura em que as chamas atingem proporções mais relevantes e a força dos meios aéreos é fundamental para debelar o fogo.

Conjugada com esta vertente de prevenção e protecção, considerada estratégica num território densamente florestado, como acontece com todos os municípios vizinhos de Vila Nova de Poiares, existe uma segunda via relativamente à qual Jaime Soares entende que o campo de aviação do Bidueiro pode assumir uma importância decisiva.

VOOS CHARTER

Trata-se do aproveitamento da infra-estrutura a criar para receber voos charter e imprimir uma dinâmica nova e diferente em termos de rapidez de acessos, que hoje em dia não existe, afirmando-se como uma terceira via entre os aeroportos do Porto e de Lisboa. Uma pista que possa atingir cerca de 2.500 metros permite a aterragem de todo o tipo de aviões, com 100, 200 passageiros». Mas tendo «em conta que o país é pequeno», o afluxo previsto por Jaime Soares relativamente ao Bidueiro centra-se em voos charter com capacidade para entre 40 e 80 passageiros. «Uma situação agradável em termos de excursões, de equipas que se deslocam, para a região, para participarem em congressos ou fazerem turismo».

«Aquela pista, depois de devidamente preparada e infraestruturada, pode constituir uma inquestionável plataforma de apoio para toda a região», defende o autarca de Poiares apontando as potencialidades, em termos de turismo, gastronomia, e artesanato que oferecem o Buçaco, Luso, Gois, Arganil, Lousã, Penacova e fundamentalmente Coimbra, «a grande atracção» em termos turísticos, que «não tem uma infra-estrutura desta natureza». «Poiares pode vir a ser, para o distrito e para a cidade de Coimbra, uma importante plataforma de apoio», localizada a escassos 28 quilómetros de distância, ou como prefere sublinhar o presidente da autarquia, a um «quarto de hora, se porventura resolvemos o problema da Estrada da Beira». Se em si a obraé «uma loucura», mas saudável e importante para a região, os custos de toda a empreitada, envolvendo pista, torre de controlo e estruturas adjacentes que importa construir, poderão ser consideradosfaraónicos. «A custos de uma administração directa, mais barata, poderá ficar, no mínimo num milhão de contos», de acordo com as contas de Jaime Soares.

Quanto ao “timing” de execução, a obra está em curso e «estou convencido que em quatro anos é possível concretizá-la e torná-la operacional», afirma o autarca de Poiares. Actualmente as obras de terraplanagem contam com o apoio da Engenharia Militar de Espinho e a sua deslocação para o Líbano poderá “adiar” o terminus da construção da pista, que se previa estar concluída dentro de um ano. Sem os militares daquele Regimento, «temos de esperar e ir fazendo a obra, unicamente com os recursos da câmara», adianta Soares.

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